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Escola Vida




Falam os Ex-Alunos     



Vários ex-alunos do Projeto Escola Vida, hoje inseridos no mercado de trabalho, ainda mantêm laços com a Fundação ACL e seus professores. Todos eles reconhecem a influência positiva do Projeto em suas vidas.

A dermoconsultora Fabiana Torres, 25 anos, está entre os alunos pioneiros do Projeto Escola Vida, cujas aulas frequentou de 2000 a 2002. “Não tenho palavras para falar sobre os benefícios do programa em minha vida. Graças à oficina de planejamento, por exemplo, tracei um roteiro de vida que me permitiu chegar aonde estou”, afirma.

Beatriz Gottsfritz, 19 anos, auxiliar de escritório, ingressou no Projeto em 2001 e dele participou por três anos. Um benefício imediato que percebeu foi o melhor relacionamento com sua família e diz: “Se pudesse faria tudo de novo”.

Caio César de Souza, 20 anos, auxiliar administrativo, comenta: “Muitas conquistas no trabalho eu devo ao projeto e, acima de tudo, desenvolvi uma consciência de cidadania”.
William Magalhães de Melo destaca o fato de ter aprendido atuar em diferentes papéis, “sabendo que há sempre coisas novas e pessoas novas para conhecer”.

Renato Chiappim de Almeida, estudante e estagiário de Direito, quer beneficiar outras pessoas com as noções de cidadania aprendidas no Projeto e que tanta falta fazem à sociedade. “Eu quero fazer algo para ajudar a mudar um pouco este cenário”, diz.

Caio Meneghetti destaca os debates em aula, quando todos podiam expressar suas opiniões e sentimentos, e reconhece: “Hoje, posso dizer que uma grande parte do cidadão que sou veio comigo através do Projeto”.

Fabiana Andrade, 25 anos, reconhece o quanto o Projeto a beneficiou em seu trabalho e que, como diz, aprendeu a contar até dez antes de qualquer decisão. E completa: “Que nos próximos dez anos novas Fabianas possam dizer de cabeça erguida o seu 'Muito obrigado!' ”

"A primeira vez que ouvi falar do projeto ACL foi no ano 2000, enquanto eu estudava na 5ª série do colégio Heloísa Carneiro. O projeto escola da vida existia há um ano e ainda estava no começo. Estive presente também nos anos de 2002 e 2005. Apesar de serem abordados os mesmos temas, estes vinham sempre com uma diversidade de opiniões e situações que nunca tornavam o assunto repetitivo, pelo contrário, só auxiliava a enriquecer o conteúdo das aulas, onde todos podiam expressar suas opiniões e sentimentos abertamente (sempre faltou esse espaço para os alunos no sistema público de ensino).

Hoje, posso dizer que uma grande parte do cidadão que sou, veio comigo através do projeto. Tenho orgulho de quem esteve ao meu lado como instrutor e sei que nada há de mais satisfatório para eles do que saber que estou decidido a ser voluntário e ajudar no projeto. Sou a prova viva de que o trabalho e dedicação deles originaram uma pessoa compreensiva e que espelha em si próprio a imagem de um líder para sua vida.

Quem decide fazer parte do projeto como voluntário tem a oportunidade de se aperfeiçoar também, pois a comunicação aberta e troca de experiências é essencial para que o ser humano caminhe com cada vez mais motivação para uma vida em harmonia e equilíbrio com seus semelhantes. A maior glória de um voluntário é poder sentir que seus passos ficam fundo na terra e criam raízes; Raízes de um novo mundo, com pessoas cada vez mais tolerantes e amáveis."

Caio Meneghetti


"Olá meu nome é Fabiana Andrade. Atualmente estou com 25 anos.

Aos 15 anos quando cursava a 8 série do ensino médio, mais precisamente no ano 2000, fui informada de um projeto que, levaria a escola publica um curso complementar de AUTO-REALIZAÇÃO COMUNICAÇÃO  E LIDERANÇA.

O grupo da ACL, foi inserido aos Sábados no Colégio Heloisa Carneiro, levando a um grupo de alunos assuntos geralmente não discutidos nem em casa nem no colegio.
Um destes temas no qual carrego comigo até hoje é o segunte: Como devemos nos posicionar diante de uma pessoa(ou situação) que, deseja que todos pensem ao seu modo ou fassam as coisas de seu jeito.

Pois bem alem deste temas foram discutidos, ou melhor foram debatidos varios outros. Porque nos Sábados todos nos reuniamos para debatermos varios temas(prè programados),com um material muito bem elaborado com apostilas para todos os alunos.

Alem de temas como por exemplo: Por que as vezes não gostamos de algo e nao sabemos explicar o motivo.Por devemos nos programar. Como me posicionar em certas situações,etc.
Pois bem hoje utiliso tudo o que aprendi com o grupo, principalmente por que, trabalho diretamente com o publico e se eu não por em pratica tudo o que aprendi, estarei gardando para mim mágoas que ficarão arquivadas para o resto de minha vida. Pois a nossa mente tem a capacidade de arquivar todos os fatos, em uma espécie de banco de dados(mente reativa), mesmo os fatos menos importantes,como um rescentimento.

Aprendi também que nós não devemos ter um pré conceito( tirar conclusõe prescipitadas), sem antes conhecer os fatos ou a índole de uma pesoa.

Hoje me sinto realizada por ter um amplo conhecimento. Não so aprendi que, devo contar até dez antes de tomar qualquer decisão, como não devo descarregar a minha ira em  que não tem culpa.
Agradeço profundamente a todos os colaboradores que fizeram com que este projeto não ficasse apenas no papel. Garantindo a todos os alunos(e ex alunos) que podemos vencer nosso medos, que devemos seguir em frente, sempre programando cada passo que daremos para que num futuro proximo possamos nos orgulhar ao dizer:

Eu venci.. Eu consegui..

Só tenho a agradecer a voces da ACL pois, tudo o que sou hoje, foi fundada com base nos estudos dos temas abordados em grupo por voces.
Muiiiiiiiiiiito Obrigada. E Parabéns pelo seus 10 anos.
Que nos proximos dez, novas FABIANAS possam dizer de cabeça erguida o seu MUITO OBRIGADO."


Fabiana Andrade




"Comecei a participar do projeto ACL  (Auto-realização, Comunicação e Liderança) no ano de 2001, ainda como aluno da escola estatual Heloísa Carneiro, na zona sul de São Paulo.

No meio das aulas comecei a perceber que o método aplicado, assim como os ensinamentos passados eram diferentes do que eu estava acostumado a ver.
  
Aprendi a avaliar valores e comportamentos que eu tinha e percebi como pensar e agir para conquistar melhores meios de me relacionar com as pessoas.

Como me tornar uma pessoa melhor? O que fazer para viver contente, me sentir realizado e tornar as pessoas que eu gosto mais felizes também? Como eu quero me ver daqui à alguns anos?
  
Bom, depois de algum tempo comecei a me fazer essas perguntas e com altos e baixos aprendi a persistir e continuar a lutar por aquilo que eu almejo.
  
A ACL é somente um “empurrão”, um “acorda!”, que nos faz  compreender o que são valores e comportamentos para o relacionamento entre as pessoas.Com a mente mais aberta, o crescimento pessoal e profissional evoluem de maneira satisfatória.
  
Um ensinamento que eu achei muito interessante foi o de auto-avaliação, onde nos conhecemos mais para podermos nos comunicar melhor com as outras pessoas.
  
Assim, sei como atuar em diferentes papéis da minha vida, sabendo que há sempre coisas novas e pessoas novas para se conhecer.
  
Valores como Motivação e Determinação, assim como uma percepção analítica do que faz parte da minha vida criaram as principais experiências vividas enquanto fui me desenvolvendo no projeto.
  
No ano de 2004, passei de aluno para professor e iniciei a minha participação como voluntário  da ACL atuando como contador de histórias para crianças e adolescentes de 5ª e 6ª séries.
  
Foi um grande prazer  estar ao lado de grandes profissionais que têm o objetivo de tornar o mundo um lugar melhor, grandes amigos, na verdade, que nos motivaram e incentivaram para que nos tornásse-mos  líderes  que lutam pelos seus sonhos.
  
Para cada um a ACL significou algo em especial. Para mim, ela mostrou como se tornar um ser realmente humano.
'Agarre-se  à um propósito nobre e nele dê o melhor de si com toda a sua vontade'".

William Magalhães de Melo
  

 

Auto-Realização, Comunicação e Liderança.
Esse trinômio faz parte da minha vida há quase 10 anos e operou profundas mudanças em mim e na forma com a qual eu me relaciono com o mundo.

Estudei desde o ensino fundamental até o ensino médio na  rede pública de ensino, sendo que deste tempo, 10 anos passei nas dependências do Heloísa Carneiro.
Como a grande maioria dos estudantes egressos do ensino público, devido ás origens humildes e à própria forma como a escola nos trata e nos direciona, tinha, apesar das aspirações e desejos de poder me desenvolver, havia certa prostração e falta de interesse na escola, dada baixa qualidade do ensino e ambiente pesado, além de uma falta de perspectivas quanto ao futuro. Tudo isso era desalinhado e sem uma coesão em minha mente e a desmotivação começava a ofuscar o meu potencial.
Através de colegas de escola, tomei conhecimento do trabalho realizado pela Fundação ACL nas manhãs de sábado e passei a ser freqüentador assíduo das reuniões e cursos por eles aplicados.
O trabalho prestado é simples, porém precioso. Cada detalhe tem uma importância e um significado para os que passam a freqüentar os cursos.

Tudo começa no compromisso que prestamos de não revelar aos outros as informações e experiências que ouvimos durante as reuniões, o que é de grande validade, pois é uma das poucas oportunidades que temos até então de nos comprometermos com algo voluntariamente, espontaneamente, sem a obrigação de freqüentar. O compromisso ali prestado é espontâneo, e isso cria em todos ali um grande senso de responsabilidade e compaixão para com o seu colega.
Muito além disso, é uma oportunidade de se expressar, de verbalizar aquilo que te faz feliz, aquilo que te aflige e uma forma de dividir um pouco do peso do “ser” e ver que os problemas são comuns a todos e que em conjunto, pode-se encontrar uma solução.

O contato com os orientadores é de vital importância, pois eles representam exemplos, metas e algo de bom em que se inspirar e para almejar. A atenção desprendida a todos os freqüentadores e o cuidado no trato, a gentileza e humanidade com que estas pessoas lidam com todos ali nos faz pensar em por que todos não podem assim agir em sociedade.

Porém, o mais importante de tudo são os valores que nos são transmitidos. Expor suas idéias com convicção, traçar metas e se aprimorar buscando concretizá-las, sem contudo esquecer da caridade e compaixão. Essa é a lição mais importante que extraímos destes encontros e é o princípio basilar de uma sociedade plural e mais justa.

Minhas metas pessoas se concretizaram. Não são as mesmas da época em que freqüentava os encontros semanais - posto que o autoconhecimento nos permite extrair de nós mesmos nossa vocação e nossos anseios - mas são fruto de toda a experiência ali vivenciada. Traçar uma meta não importa em uma rota inalterável, muito pelo contrário, pois os caminhos surgem de acordo com a caminhada, mas sim importa em ter um sonho, ter um objetivo e se esforçar, vencer as possibilidades e crescer.

Estou no 4º ano de Direito, estudando com bolsa integral na Universidade Mackenzie e trabalhando com o que gosto em um escritório de advocacia e posso dizer sem qualquer embargo que aprender a me conhecer e, principalmente, a ter metas e não desistir delas é base fundamental para que hoje eu seja e pessoa que sou e esteja fazendo o que eu mais gosto, empenhando todo meu potencial para vencer cada obstáculo, um a um. A caminhada ainda é longa, só dei alguns passos, mas pra cada passo eu levo comigo os valores que eu extraí desses encontros semanais.

Muito além de um mero conhecedor de leis, o profissional do Direito é um conhecedor de pessoas, um estudioso do ser humano e da sociedade e para que possamos conhecer os outros, é basilar que nos conheçamos também. Se hoje eu estudo a forma como as pessoas se relacionam, é por que um dia eu aprendi a me conhecer e a melhor me relacionar comigo mesmo e com a sociedade.

Agradeço à ACL e a todos que comigo estiveram nesses sábados, seja como orientadores, seja como colegas na troca experiências, pois foram fundamentais para a construção do ser humano que hoje sou.



Renato Chiappim de Almeida


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